Tuesday, June 30, 2009

Corrida das Fogueiras 2009

Nem sei por onde começar.
Talvez pelo inicio.
No sábado, resolvi ir passar o dia inteiro na zona de Peniche.
Praia do Baleal a manhâ inteira, e depois almoço em Peniche. Praia da Assunção durante a tarde.
Desde manhâ cedo que se fez sentir um tremendo vento naquela zona.
Aproveitei a hora de almoço, para ir com calma levantar o dorsal e respectivos acessórios.
Hora do lanche, e tempo de ir dar uma volta para começar a sentir o ambiente da prova.
Com a chegada do final da tarde, eis que para surpresa minha encontrei o Proença e a Lídia. Óptimo! os artistas do ano passado estavam cá todos, como disse o Proença a dada altura.
O tempo começou a mudar. Nuvens escuras aproximavam-se. O vento continuava.
Na altura do aquecimento, na companhia do Proença, eis que começa a pingar. Pingar não. Chuver mesmo. Foi coisa breve.
A cerca de 15mins da partida, fomos então para a zona da meta.
Tiro de largada.
Custava-se a correr. Quase a andar mesmo.
1º quilómetro não deu para correr básicamente. Média de 4:22min/km.
Segundo quilómetro 4:00min/km, onde tive de me desviar para esquerda para a zona do retorno para poder ter um ritmo aceitável.
Ao 4º quilómetro verifiquei que ia com uma média de prova de 4:02min/km e também de 4:02min/km no quilómetro actual. Esta coincidência iria iria ser engraçada posteriormente. Logo mais à frente falarei nisso.
Consegui juntar-me ao Proença que normalmente consegue desembaraçar-se melhor do pelotão do que eu. Perco imenso tempo, e será uma coisa que terei de melhorar se quero ter melhores arranques.
Fomos juntos, penso que cerca de 2kms, onde lhe perguntei como se estava a sentir. Dava-me jeito a companhia dele para o resto do trajecto. Mas verifiquei que ele não ia bem. Aos poucos fui-me afastando.
Ao quilómetro 6, verifiquei que tinha o meu relógio mal configurado. Normalmente utilizo como indicador principal a média do quilómetro em que estou, de modo a tentar manter-me constante. E como indicador secundário a média geral desde o ínicio da prova. Costumo me regular depois do 1º quilómetro pela média do quilómetro actual, pois assim evito abrandar demasiado ou acelarar demasiado em relação ao objectivo que pretendo.
Só que desta vez, tinha desactivado na quinta feira, a marcação automática do quilómetro. E acontece que quando assim é, as duas médias (a geral e a do quilómetro são sempre iguais). Só no 6º quilómetro verifiquei esta situação. Ou seja, ia com uma média de 4:02min/km, e pensei, não consigo ir mais rápido do que isto.
Bem, na altura corrigi essa situação e apartir daí, os valores começaram a funcionar como tinham de funcionar.
Perto do 8º quilómetro, e já no saída de Peniche em direcção ao cabo carvoeiro, a zona escura e com fogueiras, comecei por me sentir algo desconfortável. Mas a média indicava 4:00min/km, e assim tentei me manter. Perto do 9º quilómetro, surgiu o que viria ditar a minha quebra e por consequencia, o desligar dos motores.
Surgiu-me umas cólicas tremendas. Já tinha sentido o inicio das mesmas ainda no aquecimento. Mas na altura não dei muita importância.
As cólicas eram dolorosas, e quase quase tive para parar. Mas resisti mentalmente a tal facto. E abrandei. Olhei para trás para ver se via o Proença, mas o escuro era imenso e não via nada.
Tentei seguir e manter-me nos 4:00min/km. Estava custoso. As dores iam e vinham. Ainda para mais com o esforço, cada vez que vinham, pareciam que vinham piores.
A chuva voltou e o vento de frente também. Alturas houve, em que tudo parecia contra mim. Era a chuva, era o vento, era a dureza neste segmento do percurso, eram as dores. Enfim.
Mas mentalmente estava forte. E pensei, se me está a custar a mim, também vai a custar aos que vão junto a mim.
Mas a melhoria do tempo estava posta de parte, e como tal, foi reduzir ritmos para não me desgastar em demasia. Já não valia a pena.
Alturas houve em que fechei mesmo os olhos, tal não era a chuvada no meio daquela escuridão.
Sabia que tinha de aguentar até perto dos 12,5kms. E assim foi.
Apartir daí era quase sempre a descer. Mesmo assim, consegui impôr um ritmo bom de 3:40min/km sempre por aí abaixo.
Verifiquei quando estava a fazer o mesmo tempo do ano passado, 00:59:00, o quanto ainda faltava para a meta este ano. E pareceu-me incrível como foi possível ter conseguido esta vantagem o ano passado.
Terminei com um tempo péssimo. Foi mau. Muito mau. Mas foi o que se conseguiu arranjar. Foram demasiadas variáveis que não levaram ao cumprimento do objectivo.
Tempo do meu cronómetro: 1:01:47.
Mas soube bem novamente fazer esta prova.
Incrivel como a dada altura, e no com tanta chuva, pensar que não iria estar ninguem na recta da meta. Puro engano.
Continuava com imensas pessoas a aplaudir mesmo debaixo de chuva.
Aliás esta foi sempre uma características das gentes de Peniche. Estejam elas na rua, à porta de casa, à janela, o apoio incondicional a todo e qualquer atleta desde o ínicio da prova até ao fim.
É por isto que, para mim, faz desta prova, a prova!.
E mesmo não correndo bem o meu desempenho, aproveitei cada momento dela, desde respectivo fogo de artíficio ainda quando estava na zona do cabo carvoeiro, até mesmo e novamente aquele último quilómetro que fica cá dentro.
Parabéns à gentes de Peniche, pois sêm vocês, isto não tinha a mesma piada.
Quanto a mim, apesar de saber de antemão, que dificilmente iria melhorar o meu tempo, não deixei de ficar com um sabor amargo, pois foi imenso tempo perdido. Demasiados minutos. Mas as cólicas não estavam sinceramente no programa das festas.
E se tudo correr bem, para o ano lá estarei novamente.

Conclusões:
1º depois de analisar no computador, no dia seguinte, os quilómetros iniciais da prova, os tais em que o relógio estava a dar-me um dado errado relativamente à media do quilómetro, verifiquei que afinal, tirando o 1º quilómetro a 4:22min/km e o segundo a 4:00min/km, todos os outros até perto do 7 quilómetro foram a 3:50-3:53min/km. Ou seja, aquilo que eu pensava, tendo como base um valor dado pelo relógio, afinal ia muito mais rápido. Pois pensava que ia com média do quilómetro a 4:02, e afinal ia bem abaixo.
Com os mesmos tempos do ano passado.
Até que ponto, estas informações nos condicionam ou não?
Já li algures, que de vez em quando deveríamos fazer uma prova sem qualquer tipo de relógio, apenas regularmo-nos pelo coração, pernas, força, cansaço, etc.
E de facto, tive aqui a prova de que, tirando as cólicas, ia com quase o mesmo ritmo do ano passado, apesar de pensar que estava a perder demasiado tempo por causa do tempo errado que o relógio me estava a dar.
Seja como fôr, já tenho decidido, qualquer dia, numa prova mais curta, tipo 10kms, irei sem qualquer tipo de indicador. Apenas regular-me pelo meu coração e força muscular.

2ºCorremos aquilo que treinamos, e isso é um facto.
O ano passado por esta altura estava a fazer 2 treinos de velocidade por semana. Este ano, e nestes 2 meses de treino, 1 treino de velocidade por semana já não é mau.

3º a ausencia de provas.
so no ano passado fiz no mês de junho, o mesmo nº de provas que fiz este ano.
Assim fica dificil.
Tenho de preparar a próxima temporada isso sim.

As fotos seguirão posteriomente para o blog

1 comment:

Carlos Lopes said...

Boas

Antes de mais, queria dizer tive muito gosto em o conhecer. Em relação a sua prova e pelos factos que descreve aqui, sobre o treinar, na minha opinião e devido ao tempo que estava perder 2 minutos sobre o ano passada, então é muito bom. Estava um tempo muito complicado, a chuva e o vento forte. Boa semana